Terça-feira, Dezembro 14, 2004
Era uma vez um gafanhoto bêbado. Pulava, dançava e cantava até que um dia explodiu. Tinha tanta birita na veia que os pés incharam até explodir. Não morreu, mas o sangue com altíssimo teor alcoólico escorreu até uma fogueira que uns meninos tinham acendido na floresta para aquecerem-se no sereno daquela noite de outono. Assim que atingiu a fogueira, o álcool entrou em combustão e foi queimando e queimando até o gafanhoto perceber a proximidade do fogo e sair correndo em fuga. Infelizmente o fogo foi mais rápido e o pobre acabou carbonizado. O enterro será hoje à noite, um pouco mais tarde que a hora em que todos estarão dormindo. Retornando ao pó, há de adubar a terra e alimentar as plantas. Viva o silêncio, pois hoje o sono é eterno.
Postado por Maria de Fatima às 21:21
Solta o verbo!
Segunda-feira, Dezembro 06, 2004
Estou tentando voltar. Agora que o tempo parece jorrar, talvez eu consiga. Não ando rindo muito da vida. Faço a escolha errada e ela domina minha vida por décadas. Faço a escolha certa e antes que eu pisque os olhos, o que é doce se acaba.
Se o tempo jorra, pode ser uma boa matar a covardia.
O Sol se pôs hoje para mim um pouco antes das quatro da tarde. Vai ser um verão polar.
Um abraço para quem quiser.
Postado por Maria de Fatima às 21:07
Solta o verbo!