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Quarta-feira, Maio 26, 2004

Minha mãe é ninja (mais uma da série assaltos)

Minha mãe se transforma quando está sob pressão. Uma vez quando eu e meu irmão éramos bem pequenos, ela reagiu a um assalto. Estavamos de mãos dadas com ela, voltando da escola, quando um marginal mandou que ela lhe passasse o cordão de ouro. Ela nos jogou para trás de si e encarou o ladrão. Ele, por sua vez, avançou no pescoço de mamãe, que imediatamente se defendeu com uma bela joelhada na virilha do sujeito. Não sei, mas acho que ela ainda deu mais umas pauladas nele antes que corresse assustado com o rabo entre as pernas.

Dela, herdei a reação aos assaltos, mas não do mesmo jeito. Eu reajo verbalmente. Fico tão possessa que começo a despejar toda a sorte de xingamentos sobre os assaltantes. Corro risco de vida mais pela chatice do que por não querer entregar o dinheiro.

E seja o que deus quiser!

Postado por Maria de Fatima às 15:38
Solta o verbo!



Quarta-feira, Maio 19, 2004

Alguém tem alguma sugestão de dieta para a cabeça? Tô precisando emagrecer os meus pensamentos.
Postado por Maria de Fatima às 17:25
Solta o verbo!



Segunda-feira, Maio 17, 2004

Para quem estava sentindo falta das minhas narrações de hematomas e feridas afins, aqui vai uma.

Desde Paty que eu não me machucava. É claro que isso não poderia durar muito tempo. No sábado que passou, uns amigos organizaram uma festa de aniversário surpresa para o Dani e me convidaram. Eu já tinha ido à casa do anfitrião uma vez, mas não lembrava como chegar lá. Sendo assim combinei de ir com a Mari que tinha referências anotadas em um papel.

Chegar à festa foi incrivelmente fácil. Com as referências da Mari, chegamos rápido e sem nenhum erro. Fiquei impressionada com isso, visto que para tudo tenho que cometer alguma gafe. Dessa vez só deu acerto.

Pois bem. A festa correu muito bem e foi ótima. O poder auto-destrutivo de Maria de Fátima se manifestou no fim da festa, quando os últimos convidados estavam indo embora (eu entre eles, é claro). Os meninos tinham decorado a sala com bolas de encher. Logicamente ocorreu uma certa empolgação para estourar as pobres bolas. Seguindo o fluxo, resolvi estourar algumas eu mesma. O problema é que eu estava com a chave do carro em uma das mãos e resolvi estourar uma bola comprimindo-a entre as mãos como se fosse bater palmas. Gosto muito de bater palmas. Não posso mais por algum tempo. A chave do carro feriu minha mão esquerda e causou uma inflamação bastante incômoda, de aspecto um tanto nojento.

Postado por Maria de Fatima às 15:18
Solta o verbo!



Sexta-feira, Maio 14, 2004

Às vezes tenho mania de brincar com coisa séria, mas fico mesmo preocupada com algumas das falhas tão constantes da minha cabeça. Eu falei um tempão no telefone com um amigo meu crente que hoje era segunda-feira. Fiquei colocando um monte de impecilhos para fazer o que ele estava me chamando para fazer justo porque era segunda-feira no meu opaco mundo mental. Não tenho nem trinta anos ainda e já mostro sinais de fadiga mental geralmente apresentados por pessoas idosas. Já pensou se numa dessas falhas eu esqueço por onde estou andando e atravesso a rua sem olhar?
Postado por Maria de Fatima às 15:20
Solta o verbo!



Segunda-feira, Maio 10, 2004

Uma rápida...

Sábado foi um dia cheio. Dormi apenas 3 horas e meia e fui para o curso de francês. No intervalo da aula, eu e mais duas colegas ficamos conversando e surgiu o assunto corpo, mais do que comum entre mulheres. Fazer ou não ginástica, quem tem mais celulite, quem está com o corpo pior do que quem, blablabla...

Depois fui para outra aula onde já não havia esta possibilidade de discussão, visto que sou a única mulher da turma, o que acho bom. Após esta aula fui para a comemoração do aniversário de uma amigona na Cobal do Humaitá. Lá encontrei com uma amiga da faculdade que se mudou há algum tempo e eu nunca tinha visitado seu apartamento. Depois que saímos da Cobal, passei lá para conhecer a casa nova. Começamos a falar de quê? Tcha-nam! Corpo! E eis que a competição para ver quem estava em pior situação foi bem acirrada.

O mais interessante e divertido de tudo foi que após ter passado o dia me auto-depreciando, fui agraciada com um comentário merecido na rua. Ao sair da casa da minha amiga por volta das três da manhã, não havia absolutamente ninguém andando na rua. Foi então que, enquanto me dirigia ao meu carro, um rapaz que conduzia um veículo de elite reduziu a marcha e, com a janela aberta, olhou para mim e gritou:

- Barangaaaaaa!!!!!

Voltei para casa rindo sozinha.

Postado por Maria de Fatima às 12:04
Solta o verbo!



Segunda-feira, Maio 03, 2004

Então gente, estou de volta.

A viagem foi ótima. Conheci pessoas muito legais e me diverti muito, mas é claro que alguns tropeços não poderiam faltar.

Éramos sete, divididas em dois carros. No meu, éramos três: Bruna, Elisa e eu. As outras, Cecilia, Fernanda e Mariana, foram no carro da outra Elisa. Ninguém sabia ao certo como chegar no lugar, mas conseguimos indicações ótimas e tínhamos um mapa detalhado de como chegar lá, feito pelos moradores do sítio.

Ok, sem nenhum problema nos lançamos na estrada. Lindas leves e fagueiras nos entretivemos com papos ótimos e divertidos e uma fita antigona que Elisa tinha gravado quando tinha uns treze anos de idade. A fita, que devia ter no mínimo uns dez anos, continha pérolas raríssimas como Ursinho Blau Blau do Silvinho e afins. Eu dirijo muito devagar e a Elisa dirige normalmente. Eu sei que é muito chato me acompanhar ou me esperar na estrada, mas não posso fazer melhor do que consigo para o bem de todos. Isso tudo significa que tivemos problemas por conta do afastamento dos dois carros. O primeiro tropeção foi na entrada de Petrópolis. Ali há um restaurante alemão e quando vimos a placa publicitária hipnótica com as delícias do lugar, cometemos um erro por conta da distração. Havia uma bifurcação: de um lado uma placa para Belo Horizonte e do outro o portal de entrada para Petrópolis. No meio da confusão da gula não prestamos atenção e pegamos a direção de BH, achando que deveríamos ir para o outro lado. Na loucura da água na boca não vimos o portal de Petrópolis e esquecemos a lógica do caminho que tínhamos que seguir. Sendo assim, paramos e fizemos o retorno. O retorno era terrível. Não era uma simples curva na estrada, era um desvio por dentro da cidadezinha que tem ali. Inúmeras curvas, caminho estreito com subidas, descidas e chão de paralelepípedos. Tadinho do meu carro. Depois do retorno feito, nos tocamos de que o nosso erro na verdade era um acerto, visto que Petrópolis fica antes de Paty e na direção oposta. Felizmente não cometemos a piração de errar de fato e continuamos por onde já estávamos indo.

Muito tempo depois cometemos um erro muito maior por conta de um surto de cegueira que atacou a mim e a Bruna. A Elisa estava adormecida no banco de trás. Tínhamos que passar por Araras e não vimos a placa. Passamos direto, crentes que nada havia acontecido. Eis que o celular da Bruna toca. Como era a cobrar ela não quis atender. Logo em seguida o celular da Elisa toca e o mesmo ocorre. Eram as meninas no outro carro. Enfim, como as ligações estavam um tanto insistentes, a Elisa ligou de volta e fomos informadas de que tínhamos passado direto. Elas estavam paradas esperando a gente e nos viram voar na direção errada. Imediatamente nos mobilizamos para voltar. Estávamos muito confusas porque não tínhamos visto placa nenhuma para Araras. Sei que fomos parar na entrada de Itaipava, onde enfim conseguimos fazer o retorno. Como tínhamos passado longe demais, a volta parecia não ter fim. Por conta disso paramos uma moça que andava apressada na estrada para pedir-lhe informações que nos confortassem e assegurassem que estávamos no caminho certo. A moça nos disse assim: "Continua toda a vida e pega a entrada depois do condomínio. Aí vocês vão ver. Mas vai com cuidado que a estrada é perigosa porque tem muito bêbado."

Ela não nos esclareceu muito bem o que tínhamos que fazer. Vimos que estávamos rodando muito. A Bruna começou a ficar descontrolada e quis que eu parasse um ciclista que estava treinando em sua bicicleta de corrida e seus trajes cheios de logomarcas de patrocinadores. Não parei, é claro. Mais adiante vimos um homem que corria na beira da estrada fazendo seu exercício matinal. Ele não parecia muito contente de termos rompido seu ritmo, mas nos falou tudo o que precisávamos saber para enfim seguir o caminho certo.

Um adendo: repararam que peculiar o fato de que todas as pessoas disponíveis ou não para nos dar informações estávam correndo? A primeira moça estava andando muito rápido e nos deu indicações querendo se livrar logo de nós para ir onde tinha que ir, o segundo era o ciclista em alta velocidade e o terceiro era o impaciente corredor matinal. Será que naquele mundo paralelo todas as pessoas andam correndo? Será que ali todos são o coelho apressado do País das Maravilhas? Será que Paty do Alferes é o País das Maravilhas?

Enfim, quando finalmente avistamos a tal placa para Araras uma felicidade e um alívio grande nos invadiu. Finalmente nos juntamos às nossas companheiras que já deviam estar paradas naquele posto de gasolina por pelo menos meia hora. A partir daí tudo parecia perfeito até o momento em que decidimos almoçar em Araras. Andamos para cima e para baixo inúmeras vezes tentando escolher um lugar para comer, até que encontramos um restaurante no shopping que parecia em conta para os nossos bolsos. Sentamos e fizemos os nossos pedidos. Perguntamos ao garçom se a lasanha dava para dividir e ele disse que dava para duas pessoas. Pelo sim, pelo não, pedimos quatro, sendo que seriam duas para três. A Mariana foi a única que não quis lasanha e pediu um prato só para ela. A primeira decepção foi o tempo surreal que o garçom levou para nos trazer as bebidas. Ponha mais um século para a comida chegar até nós e tente imaginar os nossos semblantes ao ver que cada lasanha dava no máximo para uma pessoa. Pior do que isso ainda, foi que pedimos sabores diferentes e a de quatro queijos e a de presunto com champignon estávam praticamente líquidas. Isso significa que as pessoas continuaram com fome. Para completar um pouco, a Elisa pediu pão. O estranho da cesta de pão era que embaixo do pão havia torradas. Não dava para saber que havia torradas, pois elas estavam escondidas embaixo do pão. E ninguém pediu torradas. O que as torradas estavam fazendo escondidas debaixo do pão? Sortuda foi a Mariana que pediu outra coisa e ficou super satisfeita. Para piorar um pouco mais, a conta veio com um valor ligeiramente superior ao que deveria ser, para nos tomar mais tempo. Tínhamos calculado que chegaríamos por volta de uma hora da tarde no sítio, mas acabamos chegando às quatro por causa do fracasso do almoço em Araras e dos problemas no caminho para o País das Maravilhas.

Postado por Maria de Fatima às 13:22
Solta o verbo!



Sábado, Maio 01, 2004

Saí de viagem. Volto na segunda-feira. Beijos a todos!
Postado por Maria de Fatima às 00:31
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