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Bom dia!









Terça-feira, Abril 27, 2004

Não preciso dizer nada. O meu post de hoje é um pedido para que vocês leiam o post de hoje (com atenção à parte que fala das filhas de Murphy) no blog da minha super ultra mega fantástica e deslumbrante irmã, a Carol.

Cliquem aqui: Envolindo vento.

Postado por Maria de Fatima às 21:47
Solta o verbo!



Terça-feira, Abril 20, 2004

Essa foi a última. Cansei. Não dá mais. Vou me recolher. Não contem com a minha presença física. Acho melhor não sair mais de casa.

Se tem pessoa que pede e facilita que as coisas dêem errado, essa pessoa sou eu. Joselito é aprendiz perto de mim. Mesmo quando me dou bem, me dou mal por responsabilidade exclusivamente minha e de mais ninguém. Exagero, mas acompanhem a narrativa dos fatos para entender minhas razões.

Vejam só o que aconteceu. Um amigo meu que é músico me ligou na quarta-feira (14/04) para me oferecer os convites dele para o show do Ney Mato Grosso com o Pedro Luís e a Parede no Canecão. Ele não podia ir porque estaria trabalhando bem no horário do show. Fiquei super feliz, visto que estou falida e tal cortesia seria mais que bem vinda.

O jornal dizia que a estréia era quinta (15/04) às 21h30. Liguei para a Carol e para a Tati para convidá-las a juntar-se a mim. A Carol reorganizou a vida dela para poder ir e deu resposta afirmativa. A Tati acabou não podendo.

Já que a Tati não podia ir, tentei chamar outras pessoas, mas não consegui ninguém que pudesse. Desta forma, éramos apenas eu e Carol. Marquei com ela de passar para pegá-la por volta das oito da noite. Chegamos um pouco cedo e fomos beber uma cerveja num bar ali perto. Em seguida iríamos pegar nossos convites tão esperados.

Estávamos tão felizes quem nem nos incomodamos muito com a população de baratas que povoava placidamente o recinto escaldante e engordurado que era aquele botequim. Depois de emagrecer um pouco com o suor, fomos em busca dos convites.

Chegando lá, falei o nome do meu amigo e o rapaz responsável perguntou quem o havia convidado. Liguei para ele de modo a saber e em seguida informei o rapaz. Ele me disse que os convidados do tal músico que tinha convidado o meu amigo já tinham entrado. Ele até me mostrou o nome das pessoas na lista. Foi então que resolvi perguntar se havia acontecido alguma apresentação lá no dia anterior. "Sim", disse o rapaz. "Foi um ensaio aberto". Agradeci e me retirei, querendo enfiar a cabeça no primeiro buraco no chão que encontrasse. Fiz a Carol faltar a aula na faculdade e se deslocar até Botafogo comigo apenas para beber uma cerveja numa pocilga imunda infestada por baratas. Vejam só que divertido.

O fato é que sou desatenta demais e o meu amigo tinha dito que o show era na quarta, mas quis confirmar, porque isso não estava claro na minha cabeça. As coisas parecem se esvanecer, não tenho capacidade de concentração, tampouco memória recente.

A compensação veio na sexta-feira, quando o Chris ligou me chamando para ir ao show da Dulce Pontes no Claro Hall. Ele tinha conseguido convites de graça também. Foi simplesmente o melhor show que fui na vida. Eu não conseguia parar de chorar. Aquela mulher não deve ser deste planeta. Fiquei até com dor no peito. Era tanta beleza naquela voz e na expressão daqueles músicos que não cabia dentro de mim. Por um momento, a vida perdeu o sentido. Foi maravilhoso!

Postado por Maria de Fatima às 11:51
Solta o verbo!



Sexta-feira, Abril 16, 2004

COMPAREÇAM!!!!!!! LEVEM OS AMIGOS!!!!!!!!

No próximo domingo (18/04/2004) vou estar na Livraria da Travessa de Ipanema, com meu grande amigo e parceiro de trabalho CHRISTIANO MENEZES, para o lançamento de nosso livro CORAÇÃO À FRANCESA.

Trata-se de um livro infantil de poemas que escrevemos juntos e foram ilustrados pelo Christiano.

Venham comemorar com a gente!

Local: Livraria da Travessa (Travessão) - R. Visconde de Pirajá, 572
Tel.: 3205-9002
Data: 18/ 04/ 2004 (domingo)
Horário: 15h



Postado por Maria de Fatima às 11:13
Solta o verbo!



Quinta-feira, Abril 15, 2004

ESCLARECIMENTO

Em virtude de alguns mal entendidos venho aqui esclarecer que Alice de Campos e Maria de Fátima Fernandes Pereira são a mesma pessoa. Blogs diferentes; assinaturas diferentes, porém a mesma autora. Para quem não conhece Alice basta clicar aqui: ...dentro do espelho.

Postado por Maria de Fatima às 17:07
Solta o verbo!



Quarta-feira, Abril 14, 2004

Não tem aquela história de que nos EUA tem uns caras valentões que ficam implicando com os mais fracos? Pois é, isso não é coisa só de americano, não. E não é coisa só de homem. Sofri com essa porcaria durante anos no colégio. Ora era um moleque, ora uma garota qualquer que se achava superior me sacaneando.

De todos lembro especialmente de dois. Eles deviam ter namorado, casado, tido filhos e morrido todos de combustão espontânea. Pareciam feitos um para o outro e tinham muito tempo livre para ficar arrasando comigo.

O Gustavo entrou na minha sala na terceira ou na quarta série, se não me engano. A Ana Paula apareceu no meio do meu caminho na quinta série.

Tudo bem que a minha aparência era um tanto diferente da realidade almofadinha da escola... Usava óculos (medonhos por sinal) e aparelho (móvel pelo menos). Não tinha a menor noção de vestuário e minha mãe muito menos. Sendo assim, o conjunto da obra era algo um tanto belo para o mundo dos nerds. O meu outfit mais marcante foi o seguinte:

- um par de calças compridas de veludo rosa-choque canelado e com elástico na cintura, pescando siri, porque minha mãe tinha feito bainha e não tinha desfeito depois de eu ter crescido mais;

- meias brancas longas, porque eu não gostava que aparecesse nenhum centímetro da pele das minhas pernas (aquela que pesca siri de meias...);

- um par de tênis sem cadarço azul-marinho horrível de lona;

- uma camisa polo rosa, com gola rosa-choque, que eu usava para dentro da calça;

- rabo de cavalo tão apertado que quase me deixava oriental;

- e aquele par de óculos enorme, com armação de acrílico transparente.

Acho que dá para entender porque eu era alvo de chacota. Até dou razão. Depois eu ainda passei a colecionar pulseiras coloridas de pano, das que estavam na moda então, e usava todas ao mesmo tempo. A Ana Paula e uma outra garota adoravam me sacanear perguntando qual era o preço das pulseiras e se eu era camelô. Eu realmente faço por onde. Eu me submeto, devo assumir isso.

Várias coisas infelizes me aconteceram, sem que eu tivesse controle sobre elas. Uma das coisas mais absurdas foi o meu primeiro sutiã. Aos nove anos de idade, e um par de manifestações "azeitônicas" equidistantes na região superior frontal do tronco, ganhei meu primeiro exemplar de suporte de vento. Não tinha nada para pôr lá dentro. Minha mãe inventou, não sei de onde, que eu deveria usar sutiã dali para frente. Por que?!?!? Esta é a pergunta que não quer calar.

Pois bem, por causa disso o Gustavo se sentiu no direito de me torturar com a minha própria roupa íntima. Ele pegava o sutiã por trás, puxando junto a minha blusa, esticava o máximo que podia e soltava. O resultado era um estalo alto e forte que doía muito e me fazia gritar, às vezes até chorar. Não adiantava nada ir falar com a professora, porque parecia que eu falava com ela e era como se não saísse som da minha boca. Ela não ouvia ou não dava importância alguma para o que eu tinha a dizer. Mas isso não é revolta, parecia um fenômeno físico mesmo. Parecia que eu não estava lá, a minha presença era inexistente.

O Gustavo ficou na minha sala até a quinta série, quando a Ana Paula entrou. Imaginem que delícia concomitar os dois no mesmo recinto. Ele me dizia coisas absurdas e a do sutiã aconteceu outras vezes, mas nunca vou me esquecer de quando, depois de um dos nossos episódios, ele olhou no fundo dos meus olhos e disse quase gritando:

- Garota, você é muito feia!!! Quatro ôlho!!!

Foi o fim para mim, porque eu acreditava piamente naquilo. Me achava horrorosa. Tinha dias em que eu acordava de manhã e chorava olhando para o meu rosto no espelho. É incrível a força que as palavras têm quando a gente é criança. Ferem muito mais. Eu devia rir, isso sim.

Isso me lembra um episódio que vivi a pouco tempo no banheiro do 00, quando um rapaz entro no banheiro feminino e se desentendeu comigo. Acho até que já´contei aqui. Achei que ele tinha entrado lá por engano e, na boa, falei para ele que o banheiro dos homens ficava ao lado. O sujeito se inflamou e groseiramente me perguntou se eu trabalhava lá. Eu disse que não, obviamente, e disse que achava triste o comportamento dele. Do nada a criatura resolveu falar mal dos meus óculos. Alguém pode com isso? Disse que era uma armação horrorosa e que eu deveria comprar uma melhor. Daí eu disse que não tinha culpa de ter um problema de visão e ser obrigada a usar óculos. Ele continuou arrumando pano para manga e eu, cansada, resolvi acabar com a discussão dizendo que não tinha tido intensão de ofender ninguém e fiquei rindo daquilo. A adolescência nunca termina. As pessoas não parecem que beiram os trinta ou mais. Não pensem que me excluo disso. Aliás assumo, só não fico posando de madura por aí. É viver e aprender, processo contínuo.

Mas voltando...

Legal mesmo era a Ana Paula. Ela, assim como o Gustavo, era muito popular. Também como o Gustavo e a maior parte dos populares, não queria nada com estudo. Ela entrou na minha sala após ter repetido a quinta série. Na mochila da Ana Paula não havia livros, apenas apetrechos de maquiagem e revistas para adolescentes com aqueles testes ridículos de bem-me-quer, mal-me-quer. A Ana Paula queria ser modelo fotográfico. Pena que ninguém disse para ela que isso jamais seria possível. Eu, que sempre me achei o Ó do borogodó, não achava a moça lá uma beldade; até preferia me olhar no espelho do que ter que olhar para ela. Vejam só que maravilha. Não é que ela fosse horrorosa, mas para os padrões ela estava fora. Modelo, no way! Aquela época de fim dos anos oitenta e início dos noventa não foi das melhores esteticamente. Foi um momento bizarro de transição. Era comum usar conjunto de calça e casaco de moletom da Vuarnet ou da Universidade de Miami. A Ana Paula se vestia assim e usava franja. Aliás o que eram esses moletons da Universidade de Miami? Por que a Universidade de Miami? Naquela época Miami não era tão brega quanto é hoje. Ou melhor, naquela época tudo era tão brega que era legal usar moletom da Universidade de Miami.

Não tenho assim uma fantástica lembrança de alguma coisa absurda que a Ana Paula tenha me dito ou feito. Era só o conjunto de zoações e tal. Quando ela estava de bom humor, me dava até umas dicas para melhorar o meu visual. Bom mesmo era quando eu dava uma de Madre Teresa e livrava a cara dela. A palavra de um nerd vale muito para os professores. Era a vingança mais deliciosa vê-la transformada de algoz a vítima indefesa, morrendo de vergonha e devendo a vida a mim. Esse sentimento ela não deve conhecer.

Postado por Maria de Fatima às 13:41
Solta o verbo!



Segunda-feira, Abril 12, 2004

FAZENDO PUBLICIDADE DE MIM MESMA

Fiquei extremamente encantada e honrada ao receber um e-mail do Augusto Sales, editor da revista Paralelos, dizendo que meus blogs tinham feito parte da pesquisa que eles fizeram para a edição atual da revista.

Extratos do editorial:

"Neste primeiro especial, textos extraídos dos blogs de Cecília Giannetti, Alexandre Inagaki, Joca Reiners Terron, Augusto Sales, Rosana Caiado, Luciana Caiado, Gustavo de Almeida, André Cardoso Czarnobai, Miguel Conde, Carlos Jazzmo, Marcelo Nogueira, Antônia Pellegrino, Daniel Pellizzari, Maria de Fátima, Ana Elisa Ribeiro, Ronaldo Bressane e Xico Sá. Estes escribas usam a internet para informação, debate, experimentação e divulgação de seus trabalhos.

(...)

Ah, sim, blog também é diário. E mesmo assim pode ser bastante interessante. Prova disso está no blog mantido por Maria de Fátima, do qual extraímos um divertido (e quase trágico) relato de como foi a sua segunda-feira, 20 de outubro de 2003, três dias antes da Primavera dos Livros no Rio de Janeiro."


Um post daqui foi publicado na íntegra lá na Paralelos e recebeu o título de Tropeçando no buraco. O meu outro blog (...dentro do espelho.) foi citado na listagem da pesquisa.

Passem lá para dar uma conferida e aproveitem para conhecer outros blogs muito legais.

Postado por Maria de Fatima às 01:12
Solta o verbo!



Domingo, Abril 11, 2004

Muito obrigada pelos comentários que muito me serviram com as orientações oferecidas! Decidi que só faço exercícios sob a supervisão de alguém, caso contrário acabo me matando.

Sexta-feira lembrei de uma histórinha engraçada que acho que já contei por alto aqui. É sobre papéis de carta.

Na época em que fui pré-adolescente era comum colecionar e trocar papéis de carta com as amigas. Diversas cores e tamanhos, texturas e formatos eram características sedutoras que faziam todas as meninas se renderem ao vício da coleção de papéis de carta. Minha mãe achava tudo isso uma bobagem, então nunca comprava qualquer tipo de papel de carta para mim. Sendo assim, a única forma possível para que eu tivesse papéis de carta era através de doações. Recebi doações de uma única pessoa: a Dani. Como já disse anteriormente, Dani era minha única amiga nessa época. Foi assim por muitos anos. A Dani me deu vários papéis de carta que ela tinha repetidos. Isso me fazia feliz, mas não havia como ser feliz plenamente no mundo dos papéis de carta justamente porque a Dani era minha única amiga. Ela não iria querer trocar nenhum papel comigo por que todos os que eu tinha uma vez já foram dela.

Postado por Maria de Fatima às 19:46
Solta o verbo!



Segunda-feira, Abril 05, 2004

Não faço exercício físico há muitos anos e me conscientizei da necessidade que tenho deles. O problema é que estou sem grana para pagar uma academia, então resolvi fazer algo por conta própria.

Existe uma certa polêmica acerca dos benefícios ou malefícios de caminhar na areia fofa da praia. Há quem diga que é bom e há quem diga que é péssimo. Para mim não foi bom. Por dois dias seguidos fiz uma caminhada punk na praia de Ipanema. No primeiro dia fui da minha casa, antes do posto 10 até o Arpoador, posto 7, pela areia fofa, com um ritmo constante e razoavelmente acelerado. Voltei pelo asfalto devido ao nível de desgaste perfeitamente compreensível no qual eu me encontrava. No segundo dia andei uma distância menor. Fui até o posto 8 inicialmente pela areia fofa e depois pela areia dura perto do mar. A articulação direita do fêmur com a bacia começou a doer, provavelmente inflamou. A volta foi em parte pela areia dura e em parte pela fofa, porque eu estava um tanto alucinada de dor e cansaço e acabei me confundindo com o lugar em que eu estava efetivamente.

Cheguei em casa do segundo dia completamente encharcada de suor, destruída de cansaço e incomodada pela dor na articulação. O resultado final dessas caminhadas foi um incômodo constante que ainda sinto no meio da coluna e um dia inteiro mancando. Ainda sinto um certo incômodo na articulação da perna também, mas já está bem melhor.

Eu tenho uma certa sensibilidade nessa articulação já há algum tempo por conta de uma boa ação que fiz uma vez na rua. Uns anos atrás eu estava naquela calçada central da praia de Copacabana com a Lílian quando vimos um cara sozinho com problemas no carro dele. Ele empurrava e saícorrendo pra dentro do carro para tentar dar a partida. O esforço que ele estava fazendo não estava dando resultado, então ofereci a minha ajuda e a da Lílian para empurrarmos o carro para ele. O moço ficou feliz e aceitou. O problema foi que o esforço para empurrar o carro causou um dano na tal articulação. Foi algo entre um estalar e um esgarçar. Fiquei mancando por dias sentindo uma certa fraqueza na perna. Era um tanto difícil manter o equilíbrio. A burrice foi que nem fui a um ortopedista na época. Burrice maior é que ainda não fui tratar desse problema, ainda mais agora que ele está se manifestando. Não tem problema, se eu tiver algum problema bem grave na perna, vou aprender a lição e me arrepender profundamente, como é de praxe na relação que tenho com o meu corpo.

Postado por Maria de Fatima às 17:11
Solta o verbo!



Quinta-feira, Abril 01, 2004

A Tati me ligou pra ver o jogo do Brasil na casa da Carol com ela e a Mel. Eu e Mel tínhamos aula à noite nos nossos respectivos e diversos cursos, então nos encontraríamos depois. A Carol tinha faculdade até um pouco mais tarde, então começaríamos a ver o jogo na rua e depois nos encontraríamos com ela em sua casa.

Eu e Tati fomos para o Tio Sam começar a ver o jogo. A dois minutos do primeiro tempo faltou luz no estádio. Melhor para nós que queríamos ver o jogo com todo mundo. Esse atraso tornaria possível que pudéssemos ver mais do jogo reunidas. Então Carol liga dizendo que chegou em casa. Pagamos a conta do bar e fomos ao supermercado comprar umas cervejas para beber na casa da Carol. Combinamos com a Mel de encontrar com a gente no mercado.

Tudo tranqüilo. Antes de chegarmos ao mercado a Mel chegou. Eu e Tati fomos comprar as bebidas enquanto ela esperava no carro. Pegamos as cervejas e fomos para a fila. Eu fiquei em uma e a Tati ficou na outra para agilizar. A minha fila estava andando mais rápido, então, quando eu era a próxima, a Tati se juntou a mim.

Foi então que aconteceu. O homem na nossa frente quase não tinha compra nenhuma, mas é lógico que tinha que pagar com cartão. Para piorar, a droga do cartão dele estava completamente ferrado e não passava. A coitada da caixa foi acompanhando o meu nervosismo e o da Tati. Foi se esforçando ao máximo, tensa. O cartão do cara passou, mas o que aconteceu logo depois? O supervisor mandou a moça sangrar o caixa bem na nossa vez. E vamos esperando... A Mel mofando lá fora... A fila em que a Tati estava andando às mil maravilhas... A caixa, coitada, estava até tremendo com o nervoso que passamos para ela. Fez tudo correndo enquanto eu e Tati descorríamos acerca do meu azar habitual e de como ela deveria pressupor isso em mim e ter ficado na fila dela para garantir a rapidez do processo.

Assim que acabou a sangria do caixa a moça perguntou, como tem que fazer a cada cliente:

- Tem cartão Zona Sul?

E não é que eu tinha? Gente, eu ainda lembrei do meu cartão de pontos do supermercado depois dessa maluquice toda.

Postado por Maria de Fatima às 12:10
Solta o verbo!