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Sexta-feira, Março 26, 2004
Acho que vou para o asilo mais cedo.
Ontem fui a uma festa de um pessoal da UFF. Estava conversando com a Mari quando vi um clone de um ex-colega de faculdade. Nunca vi tanta semelhança. O cara tinha o mesmo corte de cabelo, se vestia de forma muito parecida e tinha o mesmo, sim, o mesmo rosto. Ele só era mais magro, mas e daí? O Carlos podia ter emagracido.
Fiquei chamando o cara um monte de vezes e ele não respondia, até que disse:
- Não sou o Carlos. Meu nome é Julio.
Nem fiquei sem graça, porque acho que tava pronta para mais uma de minhas gafes. Ri e pedi desculpas, depois nos apresentamos e continuamos com nossas vidas.
Vai ver que estou ficando cega.
Postado por Maria de Fatima às 15:37
Solta o verbo!
Quarta-feira, Março 24, 2004
Já repararam como as pessoas - e provavelmente você também - têm o costume de estimular e frustrar a expectativa de outras pessoas?
É extremamente comum o fato de encontrar na rua alguém que não vemos há anos e você e a pessoa se empolgarem um pouco com isso. Daí geralmente pode ocorrer uma troca de telefones, mas rarissimamente um dos dois vai pegar a droga do número e ligar. Qual é o sentido disso?
Quando percebi que estava fazendo isso, parei de pedir o telefone de quem sei que não vou ligar, mas muita gente faz isso comigo. Ontem mesmo encontrei com um cara que não via há séculos e que me ligou no máximo umas 5 vezes em 2 anos, até uns 6 anos atrás. Isso se é que ele me ligou alguma vez na vida. O rapaz pediu o meu telefone e eu não pedi o dele. Juro que me deu uma forte vontade de perguntar:
- Meu telefone? Para quê? Você vai mesmo ligar?
Mas o engraçado é que hoje encontrei um outro cara que não vejo muito. Ele é amigo de uma amiga e nunca aprofundamos mais do que isso a nossa relação apesar de nos darmos muito bem. Ao final do nosso encontro ao acaso, ele foi bem diferente do outro do dia anterior. Se despediu dizendo:
- Então a gente continua se esbarrando por aí.
Super honesto. Muito legal. Realista.
Até a gente aprender que isso é um costume geral e cultural, passamos alguns maus momentos sentindo um certo abandono e por vezes sendo inconvenientes ao ligar para quem só deu o número por convenção.
Enquanto a gente não saca o funcionamento desse sistema a gente se frustra. E quando aprendemos, provavelmente frustramos outros que ainda não se adptaram. Existe quem nunca vai se adaptar. Me considero um pouco no meio disso tudo. Me beneficio às vezes dessa cultura por pura conveniência. Fora isso, tento não jogar palavras ao vento.
Postado por Maria de Fatima às 16:29
Solta o verbo!
Segunda-feira, Março 22, 2004
Essa foi recente e me deixou preocupada.
Minha falta de memória parece progressiva e tem atacado áreas que nunca atacou. É normal para mim esquecer para quem estou ligando logo após discar o número da pessoa e aguardar que a ligação se complete. Tenho hábito de trocar o lugar das coisas como, por exemplo, guardar pratos sujos de comida dentro da geladeira, jogar a roupa suja no lixo, buscar papel higiênico na geladeira também, tentar abrir o carro com a chave de case e vice-versa, trocar a minha própria idade tanto para menos quanto para mais, etc. Causo raiva nos meus amigos quando sou a única testemunha ocular relevante de algo que tenha acontecido. Em geral não consigo lembrar dos detalhes de várias coisas que e isso pira a mim e a todos. Fica só uma sensação do que acontece.
Bom, no sábado teve a abertura dos ateliers no Condomínio 71, na Lapa. Fui lá para prestigiar as meninas do Projeto Subsolo e acabei encontrando várias pessoas que conheço por tabela. É impressionante como tudo e todos estão interligados. O Rio não é uma cidade tão grande assim afinal.
Foi nessa de encontrar pessoas que não imaginava encontrar que apareceu Joanna. A conheci em dezembro de 2002 na casa da Fê em sua festa de despedida. A Fê mora em NY. Conversei bastante com a Joanna naquela noite. Acabou que a Fê ficou mais uns três meses no Brasil e por conta disso encontrei com a Joanna várias outras vezes. Até viajamos juntas para a casa da mãe da Fê em Itaipava. Dirigi com a Joanna e o namorado americano dela no carro na ida e na volta. Depois dessa viagem nos encontramos menos e sempre por acaso pela cidade em eventos diversos.
Pois bem, no sábado ela chegou e eu estava com a Tati e a Mel, daí fui apresentá-las a Joanna.
- Bom gente, deixa eu apresentar vocês. Essa é a Tati, essa é a Mel...
(Hesito e mostro Joanna com as duas mãos para as meninas, tendo esquecido momentaneamente seu nome.)
Foi absurdo. Isso porque dias antes o nome dela apareceu numa conversa com o Dani. Estávamos no meu carro indo para uma reunião na casa de uma amiga, outra Joana, a Coccarelli. Dois amigos do Dani que estavam com a gente estavam sacaneando o fato de que o Dani se refere a várias pessoas do nosso colégio pelo nome e sobrenome delas. A gente ficou discutindo esse assunto e justificando a razão disso até que o Dani falou que a Joanna ficou interessada em trabalhar com a gente no documentário que estamos idealizando. Daí eu perguntei:
- Qual Joana? A Barreto?
- Ela mesma.
Todo mundo riu, porque eu acabei corroborando a teoria de nome e sobrenome que os amigos do Dani estavam querendo provar.
Pois é, a Joanna Barreto, de quem sei o nome e o sobrenome, é a Joana que não consegui apresentar direito a minhas amigas no sábado.
Será que vou esquecer o meu próprio nome?
Postado por Maria de Fatima às 14:53
Solta o verbo!
Sexta-feira, Março 19, 2004
Tem vezes que fico com umas músicas na cabeça e elas persistem a todos os meus pensamentos. A que vou postar aqui é uma que sempre acaba retornando ao meu pensamento por razões que ignoro. Leiam tudo até o fim e analisem comigo esta que foi uma das canções que marcou época.
Borbulhas de amor (Fagner)
Tenho um coração
Dividido entre a esperança e a razão
Tenho um coração
Bem melhor que não tivera
Esse coração
Não consegue se conter ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura
Refrão:
Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti
Um peixe
Para enfeitar de corais tua cintura
Fazer silhuetas de amor à luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti
Canta, coração
Que esta alma necessita de ilusão
Sonha, coração
Não te enchas de amargura
Esse coração
Não consegue se conter ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura
Refrão
Uma noite
Para unirmos até o fim
Cara a cara, beijo a beijo
E viver para sempre
Dentro de ti
Refrão: repete até a humanidade se extinguir após um surto coletivo de combustão espontânea!!!!!!!!
Postado por Maria de Fatima às 20:42
Solta o verbo!
Quarta-feira, Março 17, 2004
Desculpem-me a longa ausência. Não tem faltado graça, mas tem faltado tempo e disposição. O cansaço me toma.
Ao mesmo tempo que o corpo humano é frágil, inexplicavelmente resiste à mais variada gama de traumas e acidentes.
Lembro de uma vez ter escorregado na banheira da casa do meu tio e em seguida cair de costas, com todo o peso do corpo, em cima da torneira. Tratava-se de uma enorme peça de metal que por sorte não separou minhas vértebras me deixando paralítica.
Fiquei um bom tempo em silêncio tentando agüentar a dor. Depois que ela amenizou, passei vários dias sem poder levantar o braço (não lembro se era o esquerdo ou o direito). Eu tinha dado sorte de não destroçar a coluna, mas o dano nos músculos das costas foi devastador.
Incrível essa resistência em oposição à fragilidade de adoecer e até morrer por conta de microorganismos microscópicos. Ou até por conta de alterações espontâneas que fazem o corpo se voltar contra si mesmo.
Não dá para entender certas coisas. Se existe uma lógica para tudo, às vezes essa lógica só pode ser compreendida por si mesma e mais nada.
Postado por Maria de Fatima às 16:16
Solta o verbo!
Sexta-feira, Março 12, 2004
Parece que recuperei minha serenidade. Tenho dormido por volta de 11 horas desde quarta-feira. Foram só duas noites, mas foram seguidas. É engraçado como tudo pode mudar de uma hora para a outra só com uma conversa, uma notícia não definitiva e perfeitamente remediável.
Então resolvi "tirar uns dias de férias" de tudo. Larguei o trabalho de lado, o estudo e todo o resto. Quis ficar sozinha. Fiz uma lista de filmes que não tinha visto ainda e fui correr atrás da alienação de mim mesma. Ontem vi dois filmes em extremos diferentes da cidade. Nem o trânsito me incomodou.
Sessão das 15:10, Avenida Nossa Senhora de Copacabana, número 680, Cine Novo Jóia. Cheguei 20 minutos antes. A moça da bilheteria muito simpática e paciente com os, praticamente só AS idosas que freqüentam a sala diariamente. A sala precária, com assentos do século XV e um buraco no teto com um estranho cano saindo dele... As paredes manchadas de branco. Um bebedouro. Eu faria um filme só sobre o cinema.
Com tanto espaço na fileira, duas senhoras ainda não idosas resolvem sentar do meu lado esquerdo. Tagarelam coisas fúteis sem parar a um volume nada discreto. Ainda no trailer, temi que fosse assim durante todo o filme. Quando o filme começou, realmente elas continuaram a falar ininterruptamente, mas até as perdoo, afinal o projetista tinha trocado as fitas e tinha colocado IN AMERICA no lugar de EM NOME DE DEUS. Depois de um tempo uma moça se levanta e sai. depois de mais um tempinho todas as luzes se acendem e a projeção pára. Ok, tudo será sanado. Em poucos minutos o filme que todos tínhamos ido ver começa. Ainda no início a imagem começou a piscar e não era possível acompanhar a trama. As vovós enfurecidas começaram a gritar e a bater palmas em protesto. As luzes se acenderam de novo e a simpática moça da bilheteria entrou para ver o que estava se passando.
- Calma, não briguem meninas! Vou ver o que está acontecendo.
...
- Calma Dona Fulana, a senhora vem aqui todo dia e a projeção ocorre normalmente. Problemas acontecem, gente.
...
- Teve um problema no projetor e o rapaz já está mudando a fita para o outro projetor. O filme já vai começar. Desculpem o transtorno.
Enfim o filme começa de fato. As duas ilustres damas ao meu lado até que ficaram relativamente quietas, mas em momentos chave soltavam comentários e suspiros extremamente irritantes.
- Ah, que desespero!
- Uh, coitada!
Maravilhosa produção. Infeliz a natureza humana. Saí do filme com raiva de todos que estavam na rua. Me deu uma sensação de que ninguém vale a pena. Me deu medo do que se passava dentro de cada uma daquelas pessoas a mim estranhas naquela Copacabana abarrotada de gente.
Dalí o destino era a Barra da Tijuca. O cinema era o Estação Barra Point e o filme, 21 GRAMAS. Cheguei muito cedo, 40 minutos antes. Comprei o ingresso e fui comer biscoito e beber Coca-Cola na loja de conveniência do mais do que familiar posto de gasolina ao lado do shopping. O único problema, já no cinema, foi o cara que estava sentado a uma poltrona de mim, à esquerda. Ele soltou gases de uma ação muito duradoura. Fiquei vários minutos respirando com a gola da camisa na cara. Que coisa essas pessoas que sentam do lado esquerdo, hein? Não tive mais problemas. A sessão correu impecavelmente até o fim e gostei muito do filme. A sensação de fragilidade me dá mais amor pelas pequenas coisas.
Me desculpem qualquer agressividade.
Postado por Maria de Fatima às 11:56
Solta o verbo!
Segunda-feira, Março 08, 2004
Lembrei de mais uma do meu irmão.
Pensar em todos os tropeços da minha relação com maninho podem levar a pensar que ele tem prazer em me sabotar de prósito, mas sei que não é verdade. A lógica do mundo reservou para nós essa realidade estranha e singular.
Comecei a usar óculos aos dez anos de idade. Antes de tudo foram as botas ortopédicas, depois o aparelho. Por fim os malditos óculos que infelizmente não vou poder parar de usar. Ainda bem que ao menos me livrei das botas e do aparelho. Tudo bem que os cisos fizeram questão de estragar boa parte do trabalho que tive com o aparelho...
O que interessa é que eu devia ter uns doze anos e tinha acabado de fazer um novo exame de vista para trocar de óculos. Os meus estavam fracos e a armação... Ui, que coisa horrorosa! Enfim pude escolher óculos novos e mais bonitos. Isso dentro da estética do início dos anos noventa, é claro.
Assim que cheguei da ótica com meus lindos e brilhantes óculos novos, fiquei curtindo o fato de ter conseguido uma aparência "menos pior" do que a habitual. Como eu não tinha TV no meu quarto, passava a maior parte do tempo no quarto do meu irmão. Então lá estou eu, deitada de lado na cama dele, assistindo um programa vespertino, quando o ilustre e amado dono do aposento senta na minha cabeça e quase destrói a armação de arame dos meus recém comprados óculos. Por que ele fez isso? Quem vai saber? Talvez ele não tenha me notado ou eu tenha me movido enquanto ele estava de costas para mim, sei lá. Só sei que a imagem do meu rosto com aquela escultura de arame retorcida era de grande depressão. Até tentei desentortar tudo sozinha, mas não ficou muito bom. Passei uns bons dois anos com aquela armação acidentada.
Acho que bati no meu irmão. Sempre fui muito agressiva com ele. Quando ele quebrou meu dente sem querer, esbravejei até ficar rouca e dei-lhe uns belos tapas e socos. Uma vez enfiei a unha no olho dele, mas aí foi sem querer. Fazemos essa troca de gentilezas absolutamente sem intenção de machucar o outro. Ele fica chateado mas não me agride. Eu, ao contrário, me transformo em besta do apocalípse e solto fogo pelas narinas. É uma questão de temperamento. Essa história de tábula rasa é puro 171.
Mas vejam bem: nós nos amamos! E muito! Apenas temos um problema com uma nuvenzinha que Murphy deixou estacionada aqui em casa.
Postado por Maria de Fatima às 17:29
Solta o verbo!
Quarta-feira, Março 03, 2004
A contemplação de tudo é uma das coisas que mais me dão prazer. Depois de anos retornei a um botequim que costumava freqüentar na adolescência e vivi algo interessante.
O bar tem uma juke box e a conseqüência disso é uma seleção um tanto descabida que sonoriza o ambiente. Numa mesma seqüência tocou ENTRE TAPAS E BEIJOS e HIGHWAY STAR, do Deep Purple. Imaginem por si mesmos o som que rolou.
Mas não é esse o foco do acontecimento. Após alguns minutos sentada, constatei algo estranho em cima de uma outra mesa. Era uma guitarra elétrica cor-de-rosa. A quem pertencia? O que fazia ali? Mistério... Foi então que percebi que a guitarra pertencia a um cara grandão e machão, careca, que estava com um grupo de amigos do mesmo naipe. Eles até que pareciam ser boa gente.
O que me fez rir foi quando um deles esbarrou na mesa e a guitarra deu uma deslizada. O dono da mesma ficou preocupadíssimo, reclamou com o amigo num tom triste e pegou a guitarra nas mãos para examiná-la e verificar se havia sofrido algum dano. Ele a tinha nas mãos como se fosse algo tão delicado e frágil como um bebê, numa paixão cinematográfica, sublime. Para completar a cena, alguém havia selecionado uma música clássica bem conhecida, mas da qual não reconheço o nome: NOBODY HOME, dizia a legenda da juke box. E se trata de uma música singela, meiga, romântica. Foi tudo sincronizado: a música entrou no exato momento em que a coisa toda aconteceu. Deu para captar mais ou menos o teor do acontecido?
É por isso que adoro a fauna humana com quem divido o mundo.
Postado por Maria de Fatima às 15:09
Solta o verbo!
Terça-feira, Março 02, 2004
Parece que quase ninguém gostou da música do Kid que eu postei... Não tenho vergonha de dizer que gosto. Pronto, é isso mesmo: eu gosto de Kid Abelha. Valeu Ináh, você me entendeu.
Mas enfim, não vim aqui para discutir a variedade e o fundamento do meu gosto musical. Desencavei da pilha de papéis que acumulo na minha escrivaninha uma pérola que vou guardar comigo pela sua natureza um tanto esdrúxula. afinal me senti uma pessoa muito especial após receber tal correspondência pelo correio.
Detalhe importante: moro em Ipanema.
Transcrição para quem não consegue ler letra tão miúda:
Prezado amigo Fátima
Temos observado o seu percurso aqui na nossa farmácia VITÓRIA DE BANGU e a sua participação no sorteio da mini cesta do Café da manhã que muito nos alegrou.
Estamos convidando você para nos visitar e adquirir o novo cupom (inteiramente grátis para concorrer a uma nova cesta. Solicitamos propagar esta idéia aos seus vizinhos e parentes para que participem também deste novo sorteio.
Saudações:
Evandro Haddad Crelier
Farmácia Vitória de Bangu Ltda.
Rua (...) - Bangu
Tel.: (...)
Estacionamento próprio
Federal Descontos Ltda.
Av. (...) - Bangu
- A drogaria da Terceira Idade
MANIPULAÇÃO F.V.
R. (...) - Bangu
Aceitamos:
- Cartões de crédito;
- Cheque pré para clientes cadastrados (a combinar preços e condições);
- Cheque pré-natal (Prazo de 60 dias para gestantes).
Oferecemos:
- Desconto especial para maiores de 60 anos (com receita) para pagamento em dinheiro.
Consulte nossos preços antes de comprar. O nosso interesse é a sua SAÚDE financeira e física. Nos esforçamos para ter o maior desconto em mercadorias do bairro.
APROVEITE!!! É TUDO PRA VOCÊ!!!
Postado por Maria de Fatima às 12:52
Solta o verbo!
Segunda-feira, Março 01, 2004
Volta e meia isso me passa pela cabeça...
"Só tenho tempo pras manchetes no metrô
E o que acontece na novela
Alguém me conta no corredor
Escolho os filmes que eu não vejo no elevador
Pelas estrelas que eu encontro
Na crítica do leitor
Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim
Só me concentro em apostilas
Coisa tão normal
Leio os roteiros de viagem
Enquanto rola o comercial
Conheço quase o mundo inteiro por cartão postal
Eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal
Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim"
(Leoni/ Bruno Fortunato)
Postado por Maria de Fatima às 14:49
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